Olhar a tabela de preços de carros usados é não somente aconselhável, mas extremamente necessário se você pretende vender o seu automóvel. A razão para isso é bastante simples: é através dela que você vai ter uma ideia de quanto vale o seu veículo, podendo assim se preparar para uma futura negociação com os possíveis compradores.

Ainda assim, muitas pessoas têm dificuldade em entender o conceito que a tabela apresenta e, principalmente, quais os motivos de uma desvalorização tão grande daquele carro que você batalhou tanto para comprar. Se você já esteve em uma situação como essa, não se preocupe, já que não é o único.

Com isso em mente, é natural que alguns possam desconfiar das fórmulas utilizadas pelas empresas que fornecem tais dados, mas existe toda uma lógica por trás de tais informações, e é sobre isso que vamos conversar nos próximos parágrafos.

A Tabela FIPE

Se você está pesquisando sobre o valor de seu carro usado, com certeza já se deparou com a tabela FIPE, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e atualizada todos os meses. Essa é, de fato, a mais conhecida forma de descobrir o valor do seu carro, sendo ela, inclusive, a mais utilizada por seguradoras, concessionárias e revendedores de veículos usados e seminovos.

Outro ponto interessante é que a Tabela FIPE apresenta a você valores não somente de automóveis, mas também de caminhões, utilitários pequenos, micro-ônibus e motos. Dessa forma, o público que utiliza desse serviço é ainda maior, alcançando todo o tipo de consumidor.

Além de conhecida, ela também é bastante simples de encontrar e utilizar, mantendo também um contato direto com o consumidor comum, como eu e você. Par visualizar a tabela, você pode acessar o site da FIPE, que você encontra aqui. Quando no portal, você somente precisa selecionar o tipo de veículo que quer descobrir o valor — carros, motos, caminhões ou ônibus — e, em seguida, informar a marca, o modelo e o ano. Aperte “pesquisar” e você terá seu valor de referência.

Como funciona a Tabela FIPE

Para acompanhar melhor toda a lógica da Tabela FIPE, é necessário, primeiramente, entender que ela trabalha com uma média, e não com um preço absoluto. Isso significa que os valores apresentados por ela não representam a realidade, mas sim um preço médio pelo qual esses veículos estão sendo comercializados.

Dessa forma, o que acontece é que é feita uma pesquisa através de lojas, revendedores, classificados e sites especializados, chegando então a um valor médio daquele veículo. Se temos, por exemplo, um carro — de mesmo modelo e ano de fabricação — que é vendido por R$45.000 em uma loja, R$43.000 em outra, e R$42.000 em uma terceira, eles entendem que o preço médio desse modelo é de R$43.333.

Obviamente que a tabela de preços de carros usados abrange muito mais do que somente três lojas, podendo alcançar diversos estados e cidades, grandes concessionárias e pequenas lojas de usados, vendedores particulares ou não, e carros em diversos estados de conservação. Assim, os dados acabam por representar de forma bastante fiel a média do mercado.

O que fica de fora da análise

Provavelmente você já deve ter percebido que alguns fatores muito importantes não fazem parte da análise da Tabela FIPE, não é? Pois é, o que ocorre é que toda essa pesquisa não considera alguns pontos decisivos no valor do veículo, como a quilometragem do mesmo, a cor, o estado de conservação e os acessórios opcionais.

Por conta disso que os valores apresentados pela tabela devem ser considerados como uma referência, e não um número exato. Se temos dois veículos de mesmo ano e modelo, mas um com 30.000km e outro com 120.000km rodados, é óbvio que o segundo deve ter um valor mais baixo. Assim como se um veículo apresenta riscos ou problemas mecânicos, isso será descontado na avaliação.

Da mesma forma, algumas cores são mais difíceis de revender, o que faz com que o valor do carro caia. Branco, preto, prata e cinza são cores comuns e com alta procura, o que faz com que o vendedor não precise se preocupar com isso. Se você tentar vender um carro amarelo, provavelmente demorará mais para encontrar um cliente, o que reflete diretamente no valor do automóvel. 

Por que a tabela de baseia em dados do passado

Seguindo a lógica da explicação feita nos parágrafos acima, podemos perceber que o valor que vemos na tabela de preços de carros usados é, na realidade, uma média dos valores que foram encontrados no mês anterior à pesquisa. Dessa forma, os preços que você está verificando hoje representam a média dos valores praticados no mês passado, e assim por diante.

Ainda assim, é preciso entender que, mesmo com esse fator, os valores são considerados para o período presente, visto que para se “acertar” essa característica, seria necessário também ajustar a desvalorização de cada modelo, o que seria um trabalho cansativo e que, no final, apresentaria um número menor do que o que realmente consta na tabela.

Por conta de tudo isso é que os lojistas e as seguradoras optam por utilizar o valor apresentado pela Tabela FIPE, levando em consideração depois somente as características de cada veículo no que diz respeito a seu estado de conservação e quilometragem rodada.

Aproveitando da tabela de preços de carros usados

Agora que já entendeu como funciona a Tabela FIPE, você pode começar a pesquisar quanto vale o seu carro e, considerando todos os outros fatores que expliquei acima, fazer uma avaliação mais justa para o seu veículo. Ainda assim, é preciso tomar cuidado com alguns fatores.

Primeiramente, se você for vender seu automóvel para uma pessoa física, pode utilizar os valores da tabela tranquilamente. Agora, se o seu objetivo é vendê-lo para uma loja ou concessionária — tanto como entrada para um novo carro quanto para somente conseguir o dinheiro — considere que eles terão que colocar a margem deles para poder revender o veículo e, portanto, oferecerão a você bem menos do que o encontrado na tabela.

Outro ponto interessante é que, como você já sabe que os valores apresentados são somente uma referência, pode ser bastante útil dar uma olhada em outros sites de pesquisa, como o Mercado Livre, a OLX e o Webmotors. Através dessas plataformas você poderá verificar quanto estão cobrando por modelos exatamente — ou o mais próximo possível — do seu, já contando com a quilometragem, acessórios, cor e estado de conservação.

Com todos esses dados em mãos e o valor encontrado na tabela de preços de carros usados, tudo o que você precisa fazer é tirar boas fotos do seu carro e tentar vendê-lo pelo melhor preço possível, de forma que seja um bom negócio para você e também para o comprador. Aproveite e deixe seu comentário com dúvidas e sugestões sobre o tema.

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